It: A Coisa (2017): Flutue pela aterrorizante e divertida readaptação.

“It: A Coisa” foi um livro escrito pelo considerado mestre do terror literário Stephen King – famosíssimo por inúmeras outras obras como Carrie, O Iluminado e À Espera de um Milagre –  lançado em 1986. Em 1990, foi lançada uma adaptação em mini-série televisiva do livro com mais de 3 horas de duração. 27 anos depois, a história envolvendo o palhaço assassino Pennywise volta a ser adaptada para o cinema, feita com muito cuidado e qualidade.

A história se passa no verão norte americano do ano de 1989 na cidade fictícia de Derry, onde ocorre o desaparecimento misteriosamente de várias crianças. Um grupo de adolescentes “desajustados” – que constantemente sofrem bullying por valentões da escola – resolvem se reunir em prol de conhecer mais sobre o que de fato está acontecendo na cidade, já que um deles também sofreu pela perda do irmão na onda de sumiços no local.

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Dirigido pelo argentino Andy Muschietti, do mediano “Mama” (2012), pode-se começar a falar que It: A Coisa é um filme bastante divertido, com um alto valor de produção e entretenimento. Acima do gênero de horror, que ronda o filme, It é um filme sobre amizade, união e superação de seus próprios medos. Mesclando entre o terror, o drama e a comédia – destaque nesse sentido para o personagem Richie Tozier, menino interpretado por Finn Wolfhard, da série Stranger Things – o longa se destaca por passar aquela sensação de falsa nostalgia por contar uma história de aventura que muitos adultos queriam vivenciar com seus amigos em sua infância, por mais aterrorizante que ela possa soar. No filme, a união e lealdade dos amigos Mike, Eddie, Richie, Ben, Bill, Stanley e Barvely (única garota no grupo) – que formam o cativante autodenominado “Losers Club” (Clube dos perdedores) – é passado de forma natural e sincera. Cada um com suas peculiaridades, com uma ótima sintonia entre eles (todos os atores estão muito bem em seus papéis), que também dão ao filme um tom leve, além dos mesmos vivenciarem seus próprios dramas particulares. Você se importa com os personagens, e como digo, se importar com os personagens e imergir com os mesmos é um grande passo para se fazer um bom terror. E It consegue fazer isso muito bem.

Na luta do grupo contra o palhaço assassino Pennywise, interpretado por Bill Skarsgard – que está por trás dos desaparecimentos – vemos inúmeras cenas aterrorizantes, principalmente nas estratégias maléficas do palhaço em atrair e assustar as crianças. Por mais que os efeitos especiais tenham prejudicado a presença do vilão nas cenas, isto não diminui a caprichada atmosfera assombrada que elas possuem, se alternando entre o trash/bizarro sanguinário – terror trash era bem comum nos anos 80 –, inclusive surpreendendo logo de cara com uma cena bem pesada, e outras com jump scares, porém não usados de forma gratuita e clichês (até nisso o filme acerta). Ah, a voz do Pennywise está muito aterrorizante também.

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A obra que serviu de inspiração para a queridinha série da Netflix, Stranger Things, consegue ser readaptado para o cinema de forma memorável. Dividido em duas partes, acredito que esta primeira irá te fazer sair do cinema extasiado, assombrado e realmente envolvido com a história da molecada. É um filme legal para quem é nostálgico, divertido para quem procura entretenimento e apavorante para quem procura um boa história de horror. Obviamente para quem quer (e gosta) de filmes com sustos gratuitos e que cause algum medo terrível ao sair da sessão, talvez não se conquiste por It, porque o filme não foi feito (e não teve intenção) para ser assim. Ah, nunca li o livro, mas já soube que ele consegue também fazer uma boa adaptação da história original.

Gosta de filmes como A Hora do Pesadelo, Os Gonnies, Conta Comigo e Super 8? Se prepare para flutuar com os 135 minutos do novo It: A Coisa.

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